O Febraban Tech 2026 bateu recorde de público: foram 70 mil visitas no Distrito Anhembi entre os dias 24 e 26 de agosto, um crescimento de 20,7% em relação à edição anterior. Mais do que o tamanho, o que marcou esta edição foi o tema escolhido pela Febraban: “Agentes Inteligentes, liderança humana”.
A Nuvidio esteve presente nos três dias de evento, com estande próprio, e aproveitou o momento para lançar o Panorama Nuvidio, uma pesquisa inédita sobre como o brasileiro bancarizado enxerga a segurança do seu próprio banco.
A seguir, você confere os destaques desses três dias de evento.
Agentes de IA são a principal pauta no setor
O painel de abertura, na segunda-feira (24), reuniu Milton Maluhy Filho (Itaú Unibanco), Marcelo Noronha (Bradesco), Carlos Vieira (Caixa), Roberto Sallouti (BTG Pactual), Gilson Finkelsztain (Santander Brasil) e Livia Chanes (Nubank) para discutir como os bancos estão redesenhando escala, confiança e valor com agentes inteligentes. O consenso foi de que a tecnologia deixou de ser escolha e virou condição de competitividade. “A pergunta hoje deveria ser onde é que não estamos usando IA”, provocou Sallouti.
Mas o debate não parou na adoção da tecnologia. Os participantes convergiram em um ponto que interessa especialmente a quem trabalha com validação e evidência: “Ética, reputação e responsabilidade institucional não se podem delegar para a máquina”, resumiu Noronha. Maluhy foi na mesma linha, tratando a ética como fator inegociável.
O Panorama Nuvidio mostra que essa cautela também existe por parte do consumidor. O brasileiro aceita a IA sem restrições para tarefas simples (82% consideram aceitável ser atendidos só por um robô para dúvidas sobre saldo), mas recua assim que a operação fica mais sensível: 56% preferem um humano para relatar um golpe, e 60% rejeitam o atendimento exclusivo por IA para contratar produtos complexos, como consórcio ou empréstimo de alto valor. Além disso, 91% dos entrevistados já se sentiram presos em um chatbot bancário, sem conseguir ser transferidos para um atendente humano.
A presença da IA não causa desconforto nos usuários, mas a ausência de um caminho para o humano quando ela não resolve causa. O que está no centro do debate é como automatizar sem abrir mão da possibilidade de intervenção humana no momento em que a situação exige.
O salto dos deepfakes: de 0,1% para 6,5% das fraudes em um ano
Segundo dados apresentados durante o Febraban Tech 2026, no painel “Nada é o que parece: o colapso das certezas digitais na era dos deepfakes e da fraude sintética”, e divulgados pelo InfoMoney, o uso de deepfakes em fraudes saltou de 0,1% dos casos detectados em março do ano passado para 6,5% em 2026: um crescimento de 65 vezes em pouco mais de um ano. No mesmo painel, foi apresentado que a inteligência artificial já está presente em 42,5% das ocorrências de fraude financeira no país.
O painel também discutiu um ponto que exige atenção: autenticar um cliente, por muitos anos, significou uma verificação pontual, ou seja, conferir um documento, uma senha, uma selfie no início do cadastro. É justamente esse modelo pontual que a nova geração de fraudes, com deepfakes e fraudes com IA, consegue explorar com mais facilidade. A resposta nesse cenário é tornar a biometria contínua e ativa ao longo de toda interação, com liveness detection e verificação durante toda a chamada, não apenas na entrada.
O Panorama Nuvidio desafia uma suposição comum no setor financeiro de que mais segurança significa, necessariamente, mais fricção, e que fricção a mais custa conversão. 61% dos brasileiros bancarizados dizem valorizar as etapas de segurança mesmo quando elas tornam o processo mais lento, e 85% preferem segurança máxima à velocidade em transferências de alto valor. Mais do que isso, 54% afirmam que contar com um canal oficial de videochamada do banco aumentaria sua confiança na instituição.
Do lado da instituição e do lado do consumidor, os dados convergem para a necessidade de verificação ativa, contínua, e não apenas uma checagem pontual no início da jornada.
O foco do Banco Central
Na abertura do evento, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tratou do crescimento do crédito e do endividamento das famílias. O comprometimento médio da renda familiar com cartão de crédito passou de 30,1% para 54% entre 2020 e 2024. Segundo ele, o próximo passo da agenda de inclusão financeira passa por aproximar o preço cobrado pelas instituições ao risco efetivamente assumido nas operações, e por exigir que os bancos estejam adequadamente provisionados de acordo com o risco de suas carteiras, evitando que o crescimento do crédito alimente um ciclo de superendividamento.
Ao lado dessa agenda, o texto do BC apresentado no evento também trouxe medidas recentes voltadas à proteção contra fraudes: o desenvolvimento de um sistema de alerta para movimentações atípicas no Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) e o aprimoramento do Mecanismo Especial de Devolução (o MED 2.0), que deve aumentar a identificação de contas usadas em fraudes, golpes ou coerção, e ampliar a efetividade da devolução de recursos às vítimas. Outra novidade é o botão de contestação do MED, criado para agilizar a contestação de uma transação via Pix e aumentar a velocidade de bloqueio de recursos na conta do fraudador.
Essas medidas confirmam uma leitura que identificação de risco e capacidade de resposta rápida deixaram de ser diferencial competitivo e se tornaram exigência de infraestrutura para qualquer instituição que opera no sistema financeiro digital.
O que a Nuvidio leva do Febraban Tech 2026
O maior evento de tecnologia do setor financeiro deixou claro que automação e inteligência artificial se tornaram infraestrutura básica de operação. Mas o mesmo debate que celebrou os avanços também mostrou que a corrida por eficiência não pode abrir mão de responsabilização, evidência e governança em cada decisão automatizada.
Enquanto o mercado discute como equilibrar automação e responsabilização, a Nuvidio já entrega essa resposta na prática: cada interação validada por IA, seja em atendimento assistido, seja em formalização autônoma, gera evidência jurídica estruturada, auditável e pronta para ser apresentada quando uma operação é questionada.
Se você não conseguiu passar no nosso estande ou quer entender com mais profundidade os dados que apresentamos durante o evento, baixe o Panorama Nuvidio e converse com nossa equipe.